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Membro do Bureau Político do PAIGC João Bernardo Vieira reitera necessidade de demissão do Presidente do partido

Membro do Bureau Político do PAIGC João Bernardo Vieira reitera necessidade de demissão do Presidente do partido

ANG) – O membro do Bureau Político do  Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), João Bernardo Vieira defendeu , sábado, o que diz ser  “necessidade de demissão do Presidente do partido Domingos Simões Pereira”.

Este posicionamento de João Bernardo Vieira foi expressa através de uma  Moção , à que a ANG teve acesso hoje, no qual diz  que não por ter algo pessoal contra Simões Pereira, mas por serem todos do partido e representantes dos anseios e aspirações do povo.

Disse que, há dias no uso da sua  liberdade enquanto cidadão e dirigente do PAIGC, e preocupado com os contornos que a situação política actual poderá tomar, trouxe à público um debate que a seu ver, não se deve circunscrever apenas dentro do Salão Nobre Amílcar Cabral, sede do Partido, porque como disse e bem, o PAIGC é um partido do povo, para o povo e com o povo.

Disse acreditar que o povo precisa de acompanhar com clareza a situação política com contornos negativos para o nosso partido. “E conhecendo a mentalidade do guineense, não há melhor momento do que este, senão cairemos na tradicional resignação do Djito ka tem”, sustenta.

“Pessoalmente, tenho o maior respeito e consideração pelo  Domingos Simões,  aliás fizemos uma trajetória política juntos. Vejo e revejo nele muitas qualidades políticas nomeadamente a sua convicção, determinação e coragem. Contudo temos que admitir que estamos perante mais uma estratégia falhada ao procurar alianças externas em detrimento de largos consensos internos, dentro partido, pondo em causa, mais uma vez, as conquistas do partido,” frisou.

Bernardo Vieira acusou    Domingos Simões Pereira  de ter criado, por iniciativa própria e do seu interesse pessoal , uma aliança desnecessária com o Partido da Renovação Social (PRS) e o Partido dos Trablahdores Guineenses (PTG), sem discussão e aprovação nos órgãos do partido, com o único propósito de granjear o eventual apoio destes partidos na sua candidatura para as próximas eleições presidenciais.

Acrescenta que o  argumento utilizado para justificar esta aliança é de que com estes partidos a Coligação teria maior possibilidade de viabilizar os projetos ou propostas de carácter legislativo na Assembleia Nacional Popular.

 Para João Bernardo Vieira esse não é um argumento totalmente verdadeiro porquanto a Coligação PAI-Terra Ranca dispõe de maioria absoluta confortável para viabilizar qualquer que seja projeto ou proposta de qualquer que seja lei, salvo a Constituição da República ou algumas leis de carácter reforçada que exigem uma maioria de dois terços.

Bernardo Vieira afirmou  que o  momento demonstra  que a aliança que lhes foi imposta está a ser um total fiasco, porque um dos dois partidos da aliança já mudou de carruagem e o outro ainda não se pronunciou oficialmente.

Diz que, infelizmente, há quem entenda que a culpa mais uma vez tem que morrer solteira e ninguém terá que ser responsabilizado.

 Na sua  visão política, qualquer ato político merece um escrutínio e devem ser assacadas eventuais consequências políticas considerando os “prejuízos incalculáveis” para o partido e para milhares e milhares de militantes e simpatizantes.

O dirigente do PAIGC advertiu que, não podem continuar a apontar o dedo para fora sobre seus falhanços internos. “O dilema que obrigatoriamente teremos que ter a coragem de enfrentar e responder é o de Salvar o Partido ou Salvar o Presidente do partido?”, disse.ANG/JD/ÂC//SG

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