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 Migração/Mundo assinala o Dia Internacional dos Migrantes

 Migração/Mundo assinala o Dia Internacional dos Migrantes

(ANG) –  O Secretário-Geral da Nações Unidas, em mensagem por ocasião do dia internacional de migrantes, alertou para o aumento das deslocações forçadas, provocadas por conflitos, insegurança e pelos efeitos das alterações climáticas.  

António Guterres sublinha a necessidade urgente de uma gestão segura das migrações, assente na solidariedade e no respeito pelos direitos humanos.

Para o secretário-geral das Nações Unidas, a migração é um “facto da vida e uma força para o bem”,que promove a troca de conhecimento e ideias, contribui para o crescimento económico, e permite que milhões de pessoas procurem oportunidades e melhorem suas vidas.

Na mensagem divulgada, esta segunda-feira,  Guterres lembra que a migração mal governada causa sofrimentoe faz com que muitas pessoas fiquem expostas a exploração, abuso e até mesmo à morte. Recorda o “Pacto Global para uma Migração Segura, Ordenada e Regular”, adotado há cinco anos pela comunidade internacional, e diz que as medidas continuam a ser a exceção e não a norma”.

O Dia Internacional dos Migrantes é uma data para lembrar a situação das pessoas que não vivem no país onde nasceram. Atualmente, são cerca de 280 milhões. O número representa menos de 4% da população mundial, uma percentagem que se mantém desde a década de 1960.

Embora o número de migrantes africanos tenha aumentado nos últimos anos, há mais migrantes europeus. “A África representa 16% da população mundial, mas 14% dos migrantes. Se considerarmos a Europa, esta representa 10% da população mundial, mas quase 24% da migração internacional”, salienta Flore Gubert, diretora de investigação do Institut de Recherche pour le Développement e diretora adjunta do instituto Convergences Migrations.

O movimento de pessoas entre países africanos é uma característica que define a migração no continente. “Se observarmos 100 africanos que saem do seu país a partir da África Ocidental, 70 deles ficarão em África e, entre eles, a grande maioria escolherá um país da sub-região. Destes, 15 irão para a Europa e seis para a América do Norte”, destaca Flore Gubert.

Mais de 80% dos migrantes africanos são motivados por razões económicas. Quanto aos migrantes africanos ilegais, são sobretudo pessoas que entraram com um visto mas não conseguiram renová-lo.

A percentagem de migrantes africanos que se dirigem para a Europa em barcos sem condições é muito baixa. Mas o número de vítimas continua elevado, com mais de 27.000 mortos ou desaparecidos no mar nos últimos dez anos.ANG/RFI

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