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no 2023/”Guiné-Bissau ficou marcado por eventos extremos”, revela artigo de opinião de DW

no 2023/”Guiné-Bissau ficou marcado por eventos extremos”, revela artigo de opinião de DW

(ANG) – O ano 2023 ficou marcado na Guiné-Bissau  por eventos extremos entre os quais: a festa das eleições legislativas de 4 de junho e dissolução do Parlamento, pelo Presidente da República no passado dia 04 do Dezembro em curso.

De acordo com o artigo de opinião de DW publicado recentemente, depois da esperança de 04 de junho e da redução dos preços de produtos de primeira necessidade, os guineenses tinham a esperança em viver melhores dias.

“O ano de 2023 ficou marcado igualmente com a realização de eleições legislativas, e da indicação de Geraldo Martins pela Coligação PAI – Terra Ranka para assumir a liderança do Governo”, refere o mencionado artigo.

No mesmo artigo consta também que, apenas quatro meses de governação do Governo legítimo foram suficientes para o Presidente da República fazer análises e concluir dissolver o Parlamento, dirigido por Domingos Simões Pereira,  que é o Presidente do PAIGC e da Coligação PAI-Terra Ranka que venceu as eleições legislativas.

“Umaro Sissoco Embaló dissolveu o Parlamento em 2023, tal como o fez em 2022, ao aproveitar-se da atuação, sem precedentes, da Guarda Nacional, que numa decisão operacional que o Governo disse não ter sancionado, retirou das celas da Polícia Judiciária, o ministro da Economia e Finanças, Suleimane Seide, e o secretário de Estado do Tesouro, António Monteiro, que, segundo o Presidente, foi uma tentativa de golpe de Estado”, lê-se no artigo.

Sgundo o artigo de opinião publicado pelo DW, dois militares morreram num incidente que envolveu trocas de tiros  entre o Batalhão da Presidência da República e a Guarda Nacional (GN), que culminou com a detenção do comandante Guarda Nacional Victor Tchongo numa prisão militar do país.

“Não obstante, a decisão de Umaro Sissoco Embaló em dissolver o Parlamento foi contestada dentro e fora do país, com entidades, como a CEDEAO, a CPLP e o secretário-geral da ONU à apelarem o respeito à Constituição da República, que, na perspetiva da Coligação PAI – Terra Ranka, vencedora das últimas eleições legislativas, foi “profundamente” violada”, de acordo com artigo de opinião.

O artigo de opinião esclareceu que, tudo aconteceu depois do pagamento, pelo Governo, de seis biliões de francos CFA, (10 milhões de dólares), em dívida, a um grupo de empresários nacionais, através de um dos bancos comerciais da Guiné-Bissau.

Conforme o artigo de opinião de DW, O ministro da Economia e Finanças Suleimane Seide  foi ouvido no Parlamento no qual nega ter cometido qualquer violação procedimentais a respeito do pagamento de10 milhões de dólares à um grupo de empresários nacionais. Mas, o seu argumento  não convenceu alguns deputados e na semana seguinte, a mando do Ministério Público, Seide e António Monteiro foram ouvidos e presos.

Concernente ao setor judicial, o artigo de opinião relatou que, o Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, José Pedro Sambú, foi forçado a renunciar ao cargo, alegando razões de segurança, no rescaldo de uma guerra interna no seio do Conselho Superior da Magistratura Judicial, marcada pela ocupação por homens armados, até agora desconhecidos, da sede do órgão supremo da justica e da residência de Sambú.

“Enquanto pairavam dúvidas de quem pertencia a força ocupante, o Presidente da República, Umaro Sissoco Embaló, veio refutar o seu suposto envolvimento. E, hoje, o Supremo Tribunal de Justiça está a ser dirigido pelo seu vice-vresidente, Lima António André”, refere.

O mesmo artigo de opinião anotou também a celebração dos 50 anos da independência da Guiné-Bissau que teve dois momentos: a primeira, aconteceu no próprio dia 24 de setembro com a recriação da primeira Constituinte em Boé, onde foi proclamada a Independência da Guiné-Bissau, num ato liderado pelo Presidente do Parlamento, Domingos Simões Pereira, mas sem a presença do Chefe de Estado.

O segundo momento aconteceu na capital, Bissau, no Dia das Forças Armadas, 16 de novembro, com um desfile militar e notável presença de algumas personalidades estrangeiras. Um ato presidido por Presidente da República Umaro Sissoco Embaló.

Outra marca registada em 2023 segundo o artigo de opinião de DW,  tem que ver com o apagão que afetou   a capital Bissau por um periodo de mais de 24 horas e que causou prejuízos “graves” junto aos consumidores.

O artigo registou também a situação do Governo ter apontado em Conselho de Ministros, a Convenção sobre a Transferência de Pessoas Condenadas entre a Guiné-Bissau e o Senegal, e entre a Guiné-Bissau e os Estados-membros da Comunidade  dos Países da Língua Portuguesa (CPLP).ANG/DW

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