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Governo reitera interesse de cooperar com China para exportação da castanha 

Governo reitera interesse de cooperar com China para exportação da castanha 

(ANG)– O ministro do Comércio reiterou segunda-feira,o interesse do Governo de trabalhar com a  República Popular da China para o estabelecimento de um acordo que permita a exportação da castanha de caju da Guiné-Bissau para o país asiático.

Jamel Handen proferiu estas declarações no final do encontro com o Embaixador da China na Guiné-Bissau, Gu Ce, que serviu para  analisar o desenvolvimento e o andamento da cooperação  entre osdois países.

Handen assegurou  que isso dará a oportunidade aos empresários da Guiné-Bissau e da China  de reforçarem as suas trocas comerciais.

Handen disse que,  o exemplo disso é a participação do Ministério do Comércio, através dos seus técnicos e jovens empresários nacionais na 6ª  Exposição Internacional de Importação da China que decorre de 05 à 10 de Novembro de 2023, no Centro Nacional de Exposição e Convenção Shangai /China, como uma oportunidade do país  para expor os seus produtos e potencialidades.

Acrescentou que outra delegação do Ministério do Comércio participa no seminário sobre  apoio à recuperação pós-pandemia das pequenas e  medias empresas para os países de língua portuguesa, em curso de 25 de Outubro à 07 de Novembro.

Para o ministro estes factos demostram a clara vontade de reforço da cooperação  bilateral entre os dois países

Em relação a transformação local da castanha de caju, o governante afirmou que o país não consegue transformar nem se quer 05 por cento da sua produção nacional ,por isso  diz que está-se a  contar com apoios da República Popular da China para a transformação local da castanha de caju.

“O nosso país depende das importações de produtos da primeira necessidade, sobretudo o arroz. Nesta perspetiva, para além de vários contatos que Governo tem vindo a fazer junto de países amigos, contamos com o apoio da China numa quantidade considerável de arroz, para fazer face a escassez deste produto no mercado nacional”, disse.

Handen  reafirmou o engajamento do Governo guineense no estreitamento das  relações comerciais com a República Popular da China, prometendo acompanhar o investimento chinês na Guiné-Bissau.Por seu turno, o ministro da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural Mamasaliu Lamba agradeceu o convite que recebeu por parte da República Popular da China para participar no Segundo Fórum China /África que vai decorrer de 13 à 16 de Novembro de 2023 na China, salientando que, isso demonstra  que as relações de amizade e de cooperação entre os dois países estão num bom caminho.

“Exemplo disso é o financiamento de mais  de 12 Projetos de Apoio ao Sector Agrário na Guiné-Bissau, através de envio de técnicos chineses especialistas em produção de arroz para dar formação aos técnicos nacionais que trabalham no sector da produção de arroz, na região de Bafatá, e a disponibilidade da China para assinar  acordo para a exportação da amêndoa de caju da Guiné-Bissau para a China”, enalteceu.

Lamba considerou a República Popular da China de um país importante na economia mundial e diz que o projeto vai abrir novas portas para a comercialização dos produtos estratégicos nacionais, sobretudo a castanha de caju.

O Secretário de Estado da Comunicação Social e porta voz do Governo, Francisco Muniro Conté, presente no encontro com o diplomata chinês sublinhou  que o encontro vem demostrar excelentes laços de cooperação e amizade entre os dois estados e povos.

“A República Popular da China e a Secretaria de Estado da Comunicação Social lançaram sementes para um novo modelo de cooperação, sobretudo no domínio de formação, e no recente encontro que tive com o Embaixador da China no país registei com gratidão e apreço, a disponibilidade do Governo chinês de apoiar o da Guiné-Bissau, particularmente no domínio das infraestruturas”, destacou.

Para Conté,  a Cooperação com a China é diferente de muitos países, tanto no âmbito bilateral como multilateral, porque “mesmo em momentos de querelas políticas a China está sempre ao lado da Guiné-Bissau, partindo do principio de que, com ou sem estabilidade o povo  guineense precisa do seu ganha- pão”.

ANG/MSC/ÂC//SG

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