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Líderes do PRS e da APU-PDGB negam ter acusado o País de tráfico de drogas

Líderes do PRS e da APU-PDGB negam ter acusado o País de tráfico de drogas

(ANG) –Os líderes de Partido da Renovação Social (PRS) e de Assambleia de Povo Unido- Partido Democratico da Guiné-Bissau  (APU-PDGB) negam ter acusado o País de tráfico de drogas, mas que sim alertaram pela sua crescente proliferação nos últimos tempos.

A refutação dos dois líderes dos referidos partidos politicos Fernando Dias e Nuno Gomes Nabian, foi feita através de um comunicado à imprensa à que a Agência de Notícias da Guiné (ANG) teve acesso hoje.

O ministro do Interior e da Ordem Pública, Botché Candé, deu, segunda-feira, uma semana ao Secretário de Estado da Ordem Pública e demais estruturas de seu pelouro, para demonstrarem que, de facto, existem “muita droga” a circular no país, conforme denúncias  do ex-Primeiro-ministro, Nuno Gomes Nabian,  que deve ser chamado a prestar colaboração as autoridades judiciais.

Nuno Nabian fez a denúncia no sábado, num comício popular organizado conjuntamente pela APU-PDGB e PRS, formações políticas que recentemente firmaram um acordo de estreitamento de estratégias  visando as próximas eleições.

Fernando Dias e Nuno Gomes Nabian defendem  que as diclarações proferidas no comício popular no setor de Bassorá não passam de alerta as autoridades devido a incapacidade do Estado para o combate ao tráfico de drogas.

Falando num comício político em Bissorã, no norte do país, Nuno Nabiam lançou “um vibrante apelo” à comunidade internacional no sentido de ajudar as autoridades nacionais a controlarem a droga no país.

“Hoje existem sinais de que a droga está a circular em abundância no país. Quando eu era primeiro-ministro trabalhei com parceiros internacionais para combater a droga no país”, declarou Nabiam.

Em conferência de imprensa realizada, segunda-feira, perante dirigentes do Ministério do Interior e Ordem Pública e de dezenas de oficiais da polícia guineense, Candé disse serem “muito tristes as declarações de Nuno Nabiam”.

“Não estamos a falar de declarações de uma pessoa qualquer, estamos a falar de alguém que foi primeiro-ministro, primeiro vice-presidente do parlamento e actual Conselheiro Especial do Presidente da República”, observou o ministro

Os  dois líderes, segundo o comunicado, dizem terem sido surpreendidos   com as declarações do ministro do Interior e da Ordem Pública Botché Candé, e dizem que tudo está a ser feito no sentido de desviar a atenção das populações e parceiros da Guiné-Bissau face à esse “grave situação”.  “Quem não deve não teme” o porquê do alarmismo do Botché Candé perguntam.

“A Comunidade Internacional sabe e acompanha com atenção a problemática da proliferação de drogas no país”, reforça o comunicado.

Os dois questionam por outro lado, o porquê da insistência de nomeação de Botché Candé nas funções de ministro do Interior.

De acordo com o mesmo documento, os dois líderes defendem que a política num país democrático faz-se através dos partidos políticos legalmente constituídos e, que, por conseguinte, são eles os legitimos representantes do povo, daí, as lideranças dos partidos políticos terem a suprema responsabilidade de cuidar da situação social e política vigente na Guiné-Bissau .

“As instituições do Estado estão totalmente sequestradas pela Presidência da República, e corre risco de se colapsar socialmente com consequências imprevisíveis”, dizem no comunicado. ANG/LLA//SG     

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