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UA/ Moussa Faki denuncia enfraquecimento das organizações regionais

UA/ Moussa Faki denuncia enfraquecimento das organizações regionais

(ANG) – O presidente da Comissão da União Africana perguntou nesta quarta-feira, 14 de Fevereiro, se a violência é o único meio de resolver as guerras, mostrando-se preocupado com os conflitos globais.

No discurso de abertura da 44a sessão do Conselho Executivo da União Africana, Moussa Faki Mahamat falou da dependência financeira externa da União Africana e denunciou o enfraquecimento das organizações regionais.  

O presidente da Comissão da União Africana começou por fazer alusão ao sofrimento do povo palestiniano, privado dos direitos fundamentais.

No discurso de abertura da 44a sessão do Conselho Executivo da União Africana, Moussa Faki Mahamat lembrou que a União Africana, desde o início do conflito no Médio Oriente, defendeu o fim das hostilidades, a libertação dos reféns e prisioneiros e a solução de dois Estados, felicitando ainda a posição do Tribunal Penal Internacional e da África do Sul que acusou Israel de genocídio.

O presidente da Comissão da União Africana falou ainda da guerra na Ucrânia, dos ataques no Mar Vermelho, dos conflitos no Sudão, da ameaça jihadista na Somália, da tensão na RDC, da Líbia dividida e da exposição do Sahel ao terrorismo. O ressurgimento dos golpes de Estado, a violência pós-eleitoral e as crises humanitárias, associadas às guerras e às alterações climáticas foram apontadas por Moussa Faki como um motivo de preocupação.

O responsável político também abordou o enfraquecimento das organizações regionais, depois das autoridades do Mali, Níger e Burkina Faso terem decidido sair da CEDEAO, alertando para o risco destas organizações poderem vir a desaparecer.

A baixa contribuição dos Estados membros para o orçamento da organização, apenas 9%, foi igualmente levantada por Moussa Faki, lembrando que 91% do orçamento da União Africana vem da comunidade internacional.

O presidente da Comissão da União Africana fez ainda uma avaliação “mitigada” da primeira década da Agenda 2063, sublinhando que não estão reunidas as condições para a obtenção dos objectivos planificados. Moussa Faki não esqueceu a Reforma da União Africana e apontou o dedo a vários organismos, denunciando o disfuncionamento do Parlamento Pan-Africano.ANG/RFI 

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