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Ativista de direitos humanos  Afro-americano Siphiwe Baleka  diz acreditar  na “reparação de danos da escravatura”

Ativista de direitos humanos  Afro-americano Siphiwe Baleka  diz acreditar  na “reparação de danos da escravatura”

(ANG) – O ativista Afro-americano de descendência guineense,Siphiwe Baleka disse esta, sexta-feira,em Bissau, que a reparação de danos da escravatura vai ser uma realidade.

Baleka que falava numa conferência de imprensa vai representar a Guiné-Bissau numa Conferência  sobre a  “Reparação de danos da Escravatura” e Retorno dos Descentes dos Escravos, promovida pela União Africana, em Acra, no Gana, nos dias 14 à 17 do corrente.

 Diz que é  o único representante dos afro-americanos a participar neste evento das primeiras vítimas e que, eventualmente, estará entre  os primeiros beneficiários de qualquer reparação.

Siphiwe Baleka que preside a Associação de História e Genealogia de Balanta nos Estados Unidos de América é líder do Conselho de Reparação para a Guiné-Bissau,e fundador da “Década de Retorno 2021-2031”.

Disse que a conferência de Acra visa a elaboração de  uma  Estratégia legal sobre a reparação aos africanos de danos da escravatura e criação de  um Comité, além de lançamento da angariação de fundos.

Ao nível da Guiné-Bissau,  o ativista disse que a sua  luta será para a alteração da Lei da Cidadania,  para que os descendentes afro-americanos sejam oficialmente integrados socialmente e reconhecidos por lei como guineenses. Para o efeito diz que vai entregar uma cópia das suas propostas  aos deputados da nação  e ao presidente da Assembleia Nacional Popular.

Apelou os Estados africanos a pedirem compensação e a responsabilizarem os governos Europeus pelos danos causados pela escravatura, porque os escravos levados para América foram considerados  prisioneiros de guerra, citando   a convenção de Genebra.

Baleka pede ao  governo guineense para reconhecer o retorno dos seus descentes e aprovar em Conselho de Ministros a atribuição de cidadania aos 23 retornados que já estão no país.

Afirmou que já ajudou cinco grupo de afro-americanos descentes da Guiné-Bissau , desde Balanta, fula, mandinga, Mancanha, Manjaca, Felupes e outros nos EUA.e diz desejar  que o projeto “ Década de Retorno” una  a geração que outrora foi separa pela escravatura.

A  conferência de Acra deverá juntar  altos dirigentes africanos, primeira-ministra de Ilha de Bárbados, vice-presidente da Colômbia, professores, advogados e ativistas dos direitos humanos.ANG/JD//SG

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