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França/Guineenses queimam imagem de Embaló junto à embaixada da Guiné-Bissau em Paris

França/Guineenses queimam imagem de Embaló junto à embaixada da Guiné-Bissau em Paris

(ANG) –  Algumas dezenas de guineenses juntaram-se, na segunda-feira (11) à tarde, junto à embaixada da Guiné-Bissau em Paris, onde se manifestaram contra o que dizem ser o alegado golpe de Estado “inventado” pelo Presidente, Umaro Sissoco Embaló.

“Abaixo a ditadura” e “Liberdade” foram duas das palavras mais ouvidas no protesto em Paris, organizado pelos guineenses em França e que trouxe até à capital gaulesa pessoas vindas de Lyon, Marselha ou Lille.

Durante a manifestação, os guineenses foram exprimindo a revolta contra a dissolução da Assembleia Nacional Popular decretada pelo Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, a 4 de dezembro.  Os manifestantes queimaram de forma simbólica um cartaz com a imagem do chefe de Estado.

“Para mim, foi tudo uma invenção. Até porque já vimos que a 1 de fevereiro de 2022 houve a mesma invenção para poder culpar as pessoas e pôr outras pessoas na prisão sem julgamento. O Presidente queria que se dissesse que há uma situação de crise no país e decretar a dissolução do parlamento”, acusou Francisco Sousa Graça, guineense residente em França há 35 anos.

Para este guineense que vive na região de Paris, o decreto do Presidente “é nulo” e “inexistente” já que vai contra a Constituição do país, esperando agora que os deputados possam continuar a trabalhar na sessão marcada para 13 de dezembro. 

O presidente do parlamento guineense, Domingos Simões Pereira, marcou para esse dia a sessão plenária do órgão atualmente dissolvido por ordens do Presidente do país.

Os guineenses prometem continuar a protestar em França até verem “a ordem constitucional” restituída no país, planeando uma manifestação para continuar a dar visibilidade ao que se passa no seu país. No entanto, não têm grandes expectativas em relação à ação da França ou da comunidade internacional.

O Presidente da Guiné-Bissau, Umaro Sissoco Embaló, justificou a dissolução do parlamento com a grave crise institucional no país, na sequência de confrontos entre forças de segurança, que considerou “um golpe de Estado”. ANG/RFI

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